Como o vento, a salinidade e o alto contraste luminoso moldam o planejamento audiovisual em zonas costeiras. A captura de imagens aéreas em regiões costeiras frequentemente resulta em materiais de alto impacto visual, mas o resultado final raramente transparece o nível de exigência técnica do processo. Operar drones no litoral não se resume a decolar e gravar; trata-se de um exercício contínuo de gerenciamento de riscos ambientais e otimização de recursos. A realidade do trabalho de campo exige uma abordagem analítica para lidar com três variáveis críticas: estabilidade aerodinâmica, controle de exposição e logística de energia. A Gestão do Vento e a Escolha do Equipamento O fluxo de ar no litoral é caracterizado por rajadas imprevisíveis e correntes ascendentes próximas a falésias. Essas condições testam o limite da telemetria e dos motores de qualquer aeronave não tripulada. Ao operar equipamentos sub-250 gramas, como o DJI Mini 3, ou microdrones focados em agilidade, como o DJI Neo,...