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Vale a pena viver de audiovisual em 2026?

Essa é a pergunta que todo mundo do meio faz — geralmente em voz baixa, geralmente depois de um job mal pago, atrasado ou frustrante. E a resposta honesta não cabe em slogan motivacional nem em thread de LinkedIn. Sim, dá para viver de audiovisual em 2026. Mas não dá mais para viver da ideia de audiovisual que muita gente ainda carrega. O problema não é o mercado. É o descompasso entre expectativa e realidade. Durante muito tempo, viver de audiovisual significava escolher um caminho relativamente claro: cinema, publicidade ou TV. Cada um com seus rituais, suas hierarquias, seus filtros de entrada. Havia menos portas, mas elas eram reconhecíveis. Hoje, esse mapa simplesmente não existe mais. O audiovisual virou infraestrutura. Está em todo lugar. E justamente por isso, perdeu o glamour que o protegia. Todo negócio precisa de vídeo. Toda marca precisa de narrativa. Toda plataforma disputa atenção com imagem e som. O paradoxo é simples: nunca se produziu tanto audiovisual, e nunca f...

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